O filme mais divertido de 2012 é esse aqui

Film Title: Pitch Perfect

Sim, eu sei que a história de “A Escolha Perfeita” (tradução preguiçosa, mas não de todo ruim, para “Pitch Perfect” – pensem bem, poderia ser pior, “Afinadas”, ou algo parecido) não tem nada de original (garota meio rebelde começa a fazer algo a contragosto e acaba descobrindo a si mesma e aos outros) e dá pra saber desde os primeiros cinco minutos como o filme vai terminar. Mas tudo bem, não é o fim que importa aqui, mas sim a jornada. Pra começar, a “garota”, no caso, não é qualquer uma, mas sim uma das atrizes mais interessantes da nova geração, a talentosa e apaixonante Anna Kendrick – indicada ao Oscar de coadjuvante em 2010 por “Amor Sem Escalas” e ao Tony em 1998 pelo musical “High Society” (quando tinha apenas 12 anos), a terapeuta dos sonhos de “50%” e, sim, vá lá, a Jessica da saga “Crepúsculo”. Junto com ela está um elenco carismático e inspiradíssimo, com destaque pra hilária Rebel Wilson (a bizarra colega de quarto de Kristen Wiig em “Bridesmaids”) e pra ótima Anna Camp (de “Histórias Cruzadas”). E ainda tem a também produtora Elizabeth Banks, outra atriz que torna qualquer filme que faz acima da média (aqui ela faz quase uma ponta, mas já é suficiente). Junte-se a isso músicas e arranjos contagiantes (o filme é sobre grupos que disputam competições de canto “a capella”, ou seja, aquele lance em que as vozes fazem também os instrumentos), diálogos espertos (o roteiro, baseado em um livro, é da Kay Cannon, uma das roteiristas da série “30 Rock”) e referências pop infalíveis (a principal delas ao clássico “brat pack” dos anos 80 “Clube dos Cinco”) e, voilá, está criado o filme mais divertido do ano, sucesso-surpresa nas bilheterias americanas. Infelizmente no Brasil o filme foi deixado meio de lado, estreou sem muito alarde no início de dezembro e já saiu de cartaz. Torço pra mais pessoas o descobrirem quando for lançado em DVD (o que já aconteceu nos EUA mas aqui ainda deve demorar um pouco).

Segue uma “palhinha”, uma das cenas mais legais do filme, quando os grupos disputam um “riff-off”, uma espécie de improvisação:

Sobre rodrigohaddad

Rodrigo Haddad é advogado, escritor, ator e diretor de teatro
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