Oscar 2014 – os ganhadores (algumas curiosidades e os melhores momentos)

ellen-degeneres-serves-pizza-to-celebs-at-oscars-2014-videoE assim terminou mais um Oscar, desta vez sem surpresa alguma, com belos discursos de Cate Blanchett, Jared Leto, Matthew McConaughey e Lupita Nyong´o e uma apresentação às vezes divertida, às vezes meio bobinha, da Ellen DeGeneres (a abertura foi bacana e a pizza foi legal – e gerou vários memes). “Gravidade” levou 7 prêmios, incluindo melhor diretor pro mexicano Alfonso Cuarón, mas viu a estatueta de melhor filme ir para “12 Anos de Escravidão” (que ainda levou mais dois prêmios – atriz coadjuvante e roteiro adaptado). Outro que se deu bem foi “Clube de Compras Dallas”, também com três Oscars – ator, ator coadjuvante e maquiagem. Já “Trapaça” e “O Lobo de Wall Street”, dois dos melhores filmes do ano, saíram injustamente de mãos abanando (o mesmo aconteceu com outros três indicados a melhor filme: “Nebraska”, “Philomena” e “Capitão Phillips”). “Ela”, pelo menos, levou o prêmio de roteiro original.

Segue a lista completa com todos os ganhadores da noite:

12 anos

(Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender em “12 Anos de Escravidão”)

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MELHOR FILME: 12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR: Alfonso Cuarón, “Gravidade”

MELHOR ATOR: Matthew McConaughey, “Clube de Compras Dallas”

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett, “Blue Jasmine”

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto, “Clube de Compras Dallas”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong´o, “12 Anos de Escravidão”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Ela (Spike Jonze)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 12 Anos de Escravidão (John Ridley)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Grande Beleza (Itália)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÂO: Frozen

gravidade sandra bullock

(Sandra Bullock em “Gravidade”)

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MELHOR FOTOGRAFIA: Gravidade

MELHOR MONTAGEM: Gravidade

MELHOR DESENHO DE PRODUÇÃO: O Grande Gatsby

MELHOR FIGURINO: O Grande Gatsby

MELHORES MAQUIAGEM & HAIRSTYLING: Clube de Compras Dallas

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS: Gravidade

MELHOR MIXAGEM DE SOM: Gravidade

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Gravidade

MELHOR TRILHA SONORA: Gravidade

MELHOR CANÇÃO: Let It Go (Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez), “Frozen”

MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA: 20 Feet From Stardom

MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA: The Lady in Number 6: Music Saved My Life

MELHOR CURTA – LIVE ACTION: Helium

MELHOR CURTA – ANIMAÇÃO: Mr. Hublot

EXCLUSIVE: Matthew McConaughey and Jared Leto film scenes together for The Dallas Buyers Club in New Orleans.

(Matthew McConaughey e Jared Leto em “Clube de Compras Dallas”)

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Algumas curiosidades:

– Alfonso Cuarón é o primeiro diretor latino-americano a ganhar o Oscar.

– Robert Lopez, que ganhou o Oscar de melhor canção pelo filme “Frozen”, conquistou assim o EGOT, ou seja, ele tem Oscar, Tony, Grammy e Emmy na prateleira de casa (ele compôs também os musicais da Broadway “Avenue Q” e “The Book of Mórmon”).

– Catherine Martin, que levou duas estatuetas hoje pelos figurinos e pelo desenho de produção (antigamente conhecido como direção de arte) de “O Grande Gatsby”, já havia ganho os mesmo prêmios por “Moulin Rouge”, ou seja, ela ganhou os 4 prêmios aos quais foi indicada na carreira. Ela é esposa do diretor dos dois filmes, Baz Luhrman.

– o ator Scoot McNairy esteve em dois ganhadores consecutivos do Oscar de melhor filme – ele era um dos reféns americanos em “Argo” e fez um dos responsáveis pelo rapto de Solomon Northup em “12 Anos de Escravidão”.

Melhores momentos da noite:

– os discursos dos quatro ganhadores das categorias de atuação, do Spike Jonze (roteiro original) e dos compositores da melhor canção;

– Kevin Spacey iniciando a apresentação como Frank Underwood (personagem dele em “House of Cards”);

– a entrega da pizza;

– a selfie mais estrelada do mundo;

– a Pink cantando “Somewhere Over the Rainbow”;

– Pharrell Williams dançando com Meryl Streep, Lupita Nyong´o e Amy Adams durante a performance de “Happy”;

– Joseph Gordon-Levitt e Emma Watson, a melhor dupla de apresentadores;

– Bill Murray não dependendo do teleprompter (que sabotou quase todo mundo) e homenageando seu amigo recém-falecido, o diretor, ator e roteirista Harold Ramis; e FINALMENTE…

– a Anna Kendrick, porque ela é a Anna Kendrick (e ainda entrou com a orquestra tocando “Cups”)

anna-kendrick-2014-oscars(Anna Kendrick no tapete vermelho)

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Oscar 2014 – os indicados, quem vai ganhar e quem deveria ganhar

oscar 2014 ellen

Não escrevo aqui desde outubro do ano passado, então que ocasião melhor para retomar o blog do que falar da maior premiação do cinema americano, não é mesmo? Ainda mais sendo esta a disputa mais acirrada e sem favoritos dos últimos anos.

Este ano não há um claro favorito como no ano passado, em que tudo apontava pra vitória de “Argo”. Três filmes começam a noite com boas chances de faturar o prêmio principal, dois deles com chances maiores (“Gravidade” e “12 Anos de Escravidão”) e um correndo por fora (“Trapaça”). Mas na verdade o mais provável é que “12 Anos”, o filme historicamente importante e “sério”, fique com o prêmio principal, enquanto “Gravidade”, que é muito mais emocionante e divertido, fique com os prêmios técnicos, deixando “Trapaça” a ver navios (ainda que, pelo segundo ano seguido, um filme do diretor David O. Russell emplaque indicações para seus quatro atores principais, além de roteiro, direção e filme – um feito e tanto).

Vale lembrar que o Oscar 2014 acontece hoje, com transmissão ao vivo SOMENTE no canal TNT a partir das 20h30 (desta vez a Globo optou por, em vez de exibir metade da cerimônia ao vivo, como costuma fazer desde o advento do Big Brother Brasil, não mostrar nada hoje para não atrapalhar os desfiles do Carnaval carioca – mas amanhã às 15h30 vai rolar um especial sobre o Oscar com apresentação da Fernanda Lima). A apresentação será por conta da Ellen DeGeneres.

Seguem abaixo os indicados, meus palpites de quem vai ganhar e quem DEVERIA ganhar.

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

Trapaça (American Hustle)

Capitão Phillips (Captain Phillips)

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club)

Gravidade (Gravity)

Ela (Her)

Nebraska

Philomena

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)

VAI GANHAR: “12 Anos de Escravidão”

DEVERIA GANHAR: Pra mim, os melhores filmes do ano foram “Gravidade” e “O Lobo de Wall Street”, com “Trapaça” e “Ela” bem próximos. A vitória de qualquer um destes quatro me deixaria feliz. Aproveito pra lembrar os outros filmes que, na minha opinião, deveriam completar a lista dos 10 indicados: “Inside Llewyn Davis”, “Antes da Meia-Noite”, “Rush”, “Segredos de Sangue”“Guerra Mundial Z”,  “Spring Breakers” e, talvez, “Jogos Vorazes: Em Chamas” (afinal de contas, a ideia principal por trás dos “10 indicados” não era abrir espaço para ótimos filmes comerciais populares, pra atrair mais público pra cerimônia?)

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MELHOR DIRETOR

Steve McQueen, “12 Anos de Escravidão”

David O. Russel, “Trapaça”

Alfonso Cuarón, “Gravidade”

Alexander Payne, “Nebraska”

Martin Scorsese, “O Lobo de Wall Street”

VAI GANHAR: Cuarón, principalmente se “12 Anos” levar o prêmio principal

DEVERIA GANHAR: Cuarón, Russell ou Scorsese

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MELHOR ATOR

Chiwetel Ejiofor, “12 Anos de Escravidão”

Christian Bale, “Trapaça”

Matthew McConaughey, “Clube de Compras Dallas”

Bruce Dern, “Nebraska”

Leonardo DiCaprio, “O Lobo de Wall Street”

VAI GANHAR: McConaughey, que ganhou todos os prêmios do ano (menos o BAFTA, porque o filme ainda não tinha estreado na Inglaterra)

DEVERIA GANHAR: McConaughey, que está incrível não só neste filme como também em todos os últimos 5 ou 6 filmes que fez (mas não seria injusta uma vitória do DiCaprio)

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MELHOR ATRIZ

Amy Adams, “Trapaça”

Sandra Bullock, “Gravidade”

Judi Dench, “Philomena”

Cate Blanchett, “Blue Jasmine”

Meryl Streep, “Álbum de Família” (August: Osage County)

VAI GANHAR: Cate Blanchett

DEVERIA GANHAR: Cate Blanchett, impecável e mais uma atriz a brilhar nas mãos de Woody Allen

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MELHOR ATOR COADJUVANTE

Michael Fassbender, “12 Anos de Escravidão”

Bradley Cooper, “Trapaça”

Barkhad Abdi, “Capitão Phillips”

Jared Leto, “Clube de Compras Dallas”

Jonah Hill, “O Lobo de Wall Street”

VAI GANHAR: Jared Leto

DEVERIA GANHAR: Leto

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong´o, “12 Anos de Escravidão”

Jennifer Lawrence, “Trapaça”

June Squibb, “Nebraska”

Sally Hawkins, “Blue Jasmine”

Julia Roberts, “Álbum de Família”

VAI GANHAR: Lupita e Jennifer vem dividindo todos os prêmios até aqui, com alguma vantagem para a primeira. Acho que dá Lupita, principalmente porque a J Law ganhou no ano passado e os votantes vão considerar que ela é muito nova pra já ter dois Oscars na prateleira, ainda mais dois seguidos (o que só aconteceu cinco vezes na história da Academia).

DEVERIA GANHAR: curiosamente, acho que as duas favoritas são as menos boas da lista. Pra mim, o prêmio deveria ir para qualquer uma das outras três indicadas.

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MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Trapaça

Clube de Compras Dallas

Ela

Nebraska

Blue Jasmine

VAI GANHAR: “Ela”, com “Nebraska” correndo por fora

DEVERIA GANHAR: “Ela”

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MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Philomena

O Lobo de Wall Street

Antes da Meia-Noite (Before Midnight)

VAI GANHAR: “12 Anos de Escravidão”

DEVERIA GANHAR: “Antes da Meia-Noite”

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Grande Beleza (Itália)

Omar (Palestina)

A Caça (Dinamarca)

Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown) (Bélgica)

The Missing Picture (Camboja)

VAI GANHAR: “A Grande Beleza”

DEVERIA GANHAR: não vi nenhum deles, então prefiro não optar

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÂO

Os Croods

Frozen

Meu Malvado Favorito 2

Ernest & Celestine

Vidas ao Vento

VAI GANHAR: “Frozen”

DEVERIA GANHAR: “Frozen”

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MELHOR FOTOGRAFIA

Gravidade

Nebraska

The Grandmaster

Inside Llewyn Davis – A Balada de um Homem Comum (Inside Llewyn Davis)

Os Suspeitos (Prisoners)

VAI GANHAR: “Gravidade”

DEVERIA GANHAR: “Inside Llewyn Davis”

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MELHOR MONTAGEM

12 Anos de Escravidão

Trapaça

Capitão Phillips

Clube de Compras Dallas

Gravidade

VAI GANHAR: “Capitão Phillips”

DEVERIA GANHAR: “Gravidade” ou “Capitão Phillips”

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MELHOR DESENHO DE PRODUÇÃO (antigo DIREÇÃO DE ARTE)

12 Anos de Escravidão

Trapaça

Gravidade

Ela

O Grande Gatsby (The Great Gatsby)

VAI GANHAR: “O Grande Gatsby”

DEVERIA GANHAR: “Gatsby”

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MELHOR FIGURINO

12 Anos de Escravidão

Trapaça

The Grandmaster

O Grande Gatsby

A Mulher Invisível (The Invisible Woman)

VAI GANHAR: “Trapaça”

DEVERIA GANHAR: “Trapaça”

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MELHORES MAQUIAGEM & HAIRSTYLING

Clube de Compras Dallas

Vovô Sem Vergonha (Jackass Presents: Bad Grandpa)

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger)

VAI GANHAR: “Clube de Compras Dallas”

DEVERIA GANHAR: “Dallas” (na boa, olha essa concorrência)

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MELHORES EFEITOS ESPECIAIS

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug)

Homem-de-Ferro 3 (Iron Man 3)

O Cavaleiro Solitário

Star Trek Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness)

VAI GANHAR:  “Gravidade”

DEVERIA GANHAR: “Gravidade”

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MELHOR MIXAGEM DE SOM

Capitão Phillips

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Inside Llewyn Davis

O Grande Heroi (Lone Survivor)

VAI GANHAR: “Gravidade”

DEVERIA GANHAR: “Inside Llewyn Davis”

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MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Até o Fim (All Is Lost)

Capitão Phillips

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O Grande Heroi

VAI GANHAR: “Gravidade”

DEVERIA GANHAR: “Gravidade”

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MELHOR TRILHA SONORA

A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief)

Gravidade

Ela

Philomena

Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks)

VAI GANHAR: “Gravidade”

DEVERIA GANHAR: “Ela”

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MELHOR CANÇÃO

Happy (Pharrel Williams), “Meu Malvado Favorito 2”

Let It Go (Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez), “Frozen”

The Moon Song (Karen O e Spike Jonze), “Ela”

Ordinary Love (u2), “Mandela”

VAI GANHAR: “Frozen”

DEVERIA GANHAR: “Frozen” ou “Ela”

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA

The Square

The Act of Killing

Cutie and the Boxer

Dirty Wars

20 Feet From Stardom

VAI GANHAR: “The Act of Killing”

DEVERIA GANHAR: “The Act of Killing” ou “The Square” 

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA

CaveDigger

Facing Fear

Karama Has no Walls

The Lady in Number 6: Music Saved My Life

Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

VAI GANHAR: “The Lady in Number 6”, sobre uma sobrevivente do Holocausto

DEVERIA GANHAR: não faço ideia

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MELHOR CURTA – LIVE ACTION

Aquel No Era Yo (That Wasn´t Me)

Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything)

Helium

Pitaako Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)

The Voorman Problem

VAI GANHAR: Aquel No Era Yo

DEVERIA GANHAR: não faço ideia

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MELHOR CURTA – ANIMAÇÃO

Feral

Get a Horse!

Mr. Hublot

Possessions

Room on the Broom

VAI GANHAR: Mr. Hublot

DEVERIA GANHAR: “Hublot” ou “Get a Horse!” (que tem o Mickey)

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Os dramas da fall season, parte um: Masters of Sex, Hostages e The Blacklist

Neste fim-de-semana eu consegui assistir os dois primeiros episódios de alguns dos dramas que estrearam na fall season da TV americana, então já me sinto habilitado a falar deles. Pra variar, a melhor das séries novas não está nas redes abertas, mas sim em um canal a cabo: “Masters of Sex” (Showtime) é mais um drama de época, só que dessa vez o nível chega bem perto da precursora “Mad Men” tanto em termos de clima e ambientação quanto na qualidade do roteiro e das interpretações (ao contrário de outras tentativas frustradas e frustrantes como as finadas “Pan Am” e “The Playboy Club”). Baseada em fatos reais, a série conta a história de um respeitado médico que, nos anos 50, foi responsável pela primeira grande pesquisa científica sobre a sexualidade humana. No episódio-piloto, vemos como o premiado ginecologista Dr. William Masters (o ótimo ator inglês Michael Sheen, mais conhecido por ter feito o Primeiro-Ministro britânico Tony Blair no cinema e no teatro) convenceu o dono do hospital onde trabalhava (Beau Bridges) a apoiar sua controversa pesquisa, que envolvia a observação de casais no ato sexual,  com a ajuda de sua assistente Virginia Johnson (Lizzie Caplan, eterna coadjuvante de luxo em séries como “The Class”“True Blood”“New Girl”“Party Down” e outras). Um dos grandes méritos da série é contar de forma extremamente natural uma história que poderia facilmente se tornar apelativa ou forçada; outro é finalmente dar um papel decente e de protagonista pra excelente Caplan – a interpretação dela como uma ex-cantora de cabaré divorciada duas vezes e bem avançadinha pra época é desde já forte candidata ao Emmy do ano que vem. A série estreia na HBO brasileira nesta terça (dia 7), às 21h, e é imperdível.

MASTERS OF SEX (SEASON 1)

Mudando pros canais abertos, ainda não consegui decidir se gostei ou não de “Hostages” (CBS). A série é mais uma adaptação de um original israelense (assim como “Homeland” e “In Treatment/Sessão de Terapia”) e tem uma premissa sensacional: uma médica (Toni Colette, que compete com a Chlöe Sevigny pelo troféu “Mais Esquisita de Hollywood”) é escalada pra extrair um tumor do pulmão do presidente dos Estados Unidos e, na noite anterior à delicada cirurgia, é feita refém em sua própria casa, junto com o resto da família. Os sequestradores, é claro, querem que ela mate o paciente ilustre; caso ela não faça isso, os familiares pagarão com as próprias vidas. Detalhe: o líder dos supostos bandidos (Dylan McDermott) é um agente (do FBI, talvez? Isso não fica muito claro) especializado em negociar com sequestradores, como vemos na primeira cena do episódio, em que ele resolve um assalto a banco na raça. Eletrizante, certo? Pois é. Se fosse só isso, seria incrível: será que ela vai matar o presidente? O que será que levou esse cara a fazer uma coisa dessas? O que vai acontecer depois da cirurgia (independente do resultado)? Muitas perguntas e situações que já dariam uma bela série de suspense e ação. Só que, talvez por medo de faltarem conflitos, os roteiristas resolveram colocar todas as situações possíveis na mesma história. Então não dava pra médica ter uma família comum; não, o marido tem que ter uma amante, a filha tem que estar grávida (sem ninguém saber), o filho tem que traficar drogas – só falta daqui a pouco descobrirem que a mulher na verdade é amante do presidente ou, sei lá, é um homem que trocou de sexo. Ou seja, é muita coisa ao mesmo tempo, o que vai tornando a coisa completamente inverossímil. Pra completar, tem algo estranho na Toni Colette, que normalmente é uma atriz competente, mas aqui está quase tão careteira e irritante quanto a Claire Danes em “Homeland”. Pelo menos o Dylan McDermott, que às vezes cai na canastrice, achou o tom certo entre o charmoso e o ameaçador, enquanto o Tate Donovan capricha no ar moralmente dúbio do marido. Vou continuar assistindo por enquanto, mas sei lá quanto tempo aguentarei.

Hostages

Por sua vez, “The Blacklist” (NBC) funciona muito melhor justamente porque já deixa claro desde o início a que veio: o que importa aqui não é o “caso da semana”, ou seja, o crime que será cometido ou impedido (que até pode ser complicado demais ou difícil de entender), mas sim o relacionamento entre os personagens centrais e o mistério que os une. Raymond “Red” Reddington (James Spader, claramente se divertindo à beça no papel) é um criminoso que se entrega voluntariamente ao FBI e promete entregar as cabeças dos bandidos mais procurados do mundo, um por um, em troca de imunidade; Elisabeth Keen (a bela Megan Boone) é a agente novata que ele escolhe para ser seu único contato. A relação tem inicialmente um que de “O Silêncio dos Inocentes”, é verdade, mas essa sensação logo se dissipa, já que Red claramente tem alguma ligação misteriosa com a garota (o que não acontece entre Hannibal Lecter e Clarice Sterling) e é isso que ela e o público terão que descobrir conforme os episódios forem se desenrolando. Além do suspense, o bom humor também impera na série, graças ao tom irônico típico de Spader, o que tira um pouco do peso que poderia estragá-la caso se levasse a sério demais. Sinal de que tudo está no caminho certo é que a emissora já confirmou a primeira temporada completa. Ah, pra quem estava se perguntando onde estaria o Mike de “Homeland”, a resposta está aqui: o ator Diego Klattenhoff é um dos agentes do FBI que dão uma ajudinha pra Elisabeth.

The-Blacklist

Master of Sex: A  /  Hostages: C+  / The Blacklist: B

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É pra rir? – parte 2 (ou: o resto das comédias da fall season)

No começo da semana eu escrevi sobre as novas comédias que estrearam na TV americana a partir de setembro e disse que as minhas três preferidas eram “Brooklyn Nine-Nine”, “The Crazy Ones” e “The Michael J. Fox Show” (quem não leu, pode ler aqui). Continuo mantendo a minha opinião, mas quero acrescentar “Trophy Wife” à lista das séries que vou continuar assistindo, pelo menos até que seja cancelada (não que vá ser, estou apenas me preparando pro pior). O segundo episódio foi bem divertido, melhor que o primeiro, principalmente graças às cenas da Malin Akerman com o moleque japinha (e que eu tenho quase certeza que é irmão mais novo do pianista do filme “Escola do Rock”).

Além disso, assisti duas das comédias que estrearam essa semana, e cheguei à conclusão de que expectativa é tudo nessa vida. Esperava muito da série da Rebel Wilson, tão incrível em filmes como “Pitch Perfect” e “Bridesmaids”, mas a série dela, “Super Fun Night”, foi uma decepção. O piloto até que começa bem, com pelo menos dois momentos bem engraçados: Rebel faz uma advogada recém-promovida no trabalho que combina com as amigas que elas terão a noite do título todas as sextas, cada dia fazendo uma coisa diferente – ah, e ela tem uma paixonite pelo chefe, feito pelo Kevin Bishop (o inglês sem-noção do filme “Albergue Espanhol” e da hilária série “Spoons”, que passa no GNT). Até aí tudo bem. Mas o resto do episódio, com a primeira noitada, o trauma de infância e a rivalidade com a advogada bonitona e gostosona, é uma sucessão de clichês e bobagens que quase me fizeram desistir (como fiz com o segundo episódio de “Mom”). Só vou dar mais uma chance porque tenho esperança de que melhore um pouco, afinal a Rebel é boa e é também roteirista da série – e porque a audiência foi alta, então a série não corre tanto risco de cancelamento.

super fun night

Já com “Sean Saves the World” aconteceu o oposto: assisti tendo certeza de que acharia uma porcaria, então como dei algumas risadas, acabei gostando – vale lembrar que a mesma coisa aconteceu com o piloto de “Mom” mas, como já mencionei acima, nem aguentei assistir o segundo episódio inteiro, ou seja, isso não significa que a série seja boa. O problema aqui é que o protagonista é o Sean Hayes e parece que ele só tem graça quando pode exagerar como fazia como o Jack de “Will & Grace” – num papel mais contido como esse (ou como o que ele tentou fazer na segunda temporada de “Smash”) ele simplesmente não funciona – e o texto que deram pra ele também não colabora, cheio de piadas batidas e frases dignas de um livro de auto-ajuda. A premissa também é meio besta: um pai gay que tem que cuidar sozinho da filha adolescente (coisa que aliás o próprio Hayes já fez na já citada “Will & Grace” com muito mais graça). Na verdade os coadjuvantes é que são os “salvadores” do título: Megan Hilty (a Ivy de “Smash”) e o ótimo Echo Kellum (“Ben & Kate”) são os colegas de trabalho e o sempre engraçado Thomas Lennon (“Reno 911!”) faz o chefe super exigente e odiado. Se a série focar mais no trabalho que no lance “pai e filha” e se Hayes acertar o tom, talvez até funcione (ajudaria muito também tirar a “laugh track”, mais insuportável aqui do que nunca, mas isso não deve acontecer). E como ele também é produtor da série, é pouco provável que ela seja cancelada rapidamente – na pior das hipóteses deve acontecer o que rolou com a série do Matthew Perry, “Go On”, que teve pelo menos uma temporada completa. Vamos ver no que vai dar.

sean saves the world

Super Fun Night: C-  /  Sean Saves the World: C+

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Run x Rush: corra aos cinemas para ver “Rush”, mas não precisa acelerar para ver “Aposta Máxima”

A diferença entre os verbos em inglês “run” e “rush” pode ser encontrada facilmente em qualquer dicionário (o primeiro significa “correr”, enquanto o segundo pode ser traduzido como “acelerar”), mas também serve para diferenciar dois filmes em cartaz nos cinemas e que tem estas palavras em seus títulos. “Rush – No Limite da Emoção” é adrenalina pura, é tensão praticamente do começo ao fim, um exemplo de como energizar o espectador e deixar o coração acelerado mesmo com uma história real, ou seja, que já se sabe como vai terminar. Já “Aposta Máxima”, ou “Runner Runner” no original, tinha tudo pra causar o mesmo efeito, mas acaba sendo apenas uma caminhada um pouco mais rápida ou um cooper bem tranquilinho.

“Rush” leva para as telas o duelo entre dois pilotos de Fórmula Um de personalidades completamente opostas. O inglês James Hunt (vivido pelo ator australiano Chris Hemsworth, também conhecido como “Thor”) era um bon-vivant que adorava correr, beber e pegar a mulherada (basicamente nesta ordem); já o austríaco Niki Lauda (o alemão Daniel Brühl, de “Bastardos Inglórios”) era metódico, calculista e de poucos amigos. Mas ambos tinham em comum o talento e a velocidade, numa rivalidade que começou nas categorias de base e culminou na disputadíssima temporada de 1976, que Lauda liderava até sofrer o terrível acidente que o deixou para sempre coberto de queimaduras e possibilitou a recuperação de Hunt no campeonato até a derradeira e emocionante última prova, no Japão. O filme dirigido por Ron Howard, de “Uma Mente Brilhante”, “Apollo 13” e “Frost/Nixon” (ou seja, o cara adora uma história real) acerta em quase tudo, desde a escolha dos atores (ambos excelentes) até a reprodução das corridas, passando pelo ótimo retrato do início das carreiras dos dois, e mata a saudade dos velhos e bons tempos da F1. Mostra também de forma exemplar uma relação de rivalidade e respeito entre dois homens (e, por que não?, amizade). A única crítica é que o filme poderia aproveitar melhor as duas mulheres que acabaram se tornando as esposas dos pilotos, vividas pelas lindíssimas Olivia Wilde e Alexandra Maria Lara.

rush

“Aposta Máxima”, por sua vez, peca ao ficar no meio do caminho em quase todos os quesitos. Justin Timberlake (eficiente) é um aluno de mestrado em Princeton que comanda um esquema de apostas na universidade, mas acaba perdendo tudo o que tem em um jogo de pôquer online. Convencido de que foi vítima de fraude, ele vai atrás do dono do “cassino virtual”, que comanda tudo da Costa Rica, e acaba envolvido nos negócios do cara, vivido pelo Ben Affleck (se divertindo um pouco depois da seriedade de “Argo” e da profundidade de “Amor Pleno”). E é claro que as coisas vão se complicar. O problema é que nada chegar a empolgar demais – é um lance de ação sem adrenalina; violência sem sangue; mulherada bonita mas sem sensualidade (nem a delicinha inglesa Gemma Arterton tem muito o que fazer no único papel feminino do filme). Então a decepção acaba sendo inevitável. É um bom filme, vale frisar, que diverte, passa rápido, entretém. Mas não atinge o potencial que o trailer demonstrava, desperdiçando o bom elenco e uma história até que interessante. (em tempo: “runner runner”, segundo o Google, é uma expressão usada no pôquer para designar a última carta, aquela que completa uma mão ou forma uma combinação vencedora)

runner-runner

Resumindo: corra aos cinemas para ver “Rush”, até porque o filme já estreou há quase um mês, mas pode esperar para ver “Aposta Máxima” em casa (ou veja no cinema sem grandes expectativas).

“Rush”: A-    /   “Aposta Máxima”: B-

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Já viram os novos pôsteres individuais de “American Hustle”, novo filme do diretor de “O Lado Bom da Vida”?

O filme que reúne novamente o diretor David O. Russell e os astros Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro com o acréscimo de Amy Adams e Christian Bale – que trabalharam com o diretor em “O Vencedor” (ou seja, ele é um grande adepto do “em time que está ganhando não se mexe”) – se passa nos anos 70, é baseado numa história real e estreia nos EUA no Natal. Promete ser um dos destaques do ano.

Confiram os pôsteres bacaníssimos:

american hustle jennifer lawrence

american hustle bradley cooper

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american hustle christian bale

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É pra rir?

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ou: “As comédias da temporada 2013/14 da TV americana”

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Agora que acabou “Breaking Bad” já podemos falar de outras coisas, né? Assim, nada mais apropriado pra dar uma movimentada nesse blog do que falar da nova safra de séries que começaram a estrear na TV americana desde meados de setembro. A chamada “fall season” (temporada de outono) é sempre marcada por dezenas de novidades nas cinco principais emissoras abertas dos EUA, além, claro, das temporadas novas de séries já estabelecidas. Todo ano é a mesma coisa: elas estreiam, algumas vão tão mal de audiência que não duram sequer três episódios, outras vão sobrevivendo aos trancos e barrancos até serem canceladas no semestre seguinte, e algumas poucas sortudas tornam-se grandes (ou pequenos) sucessos e são renovadas para novas temporadas.

Desta vez resolvi começar pelas comédias e já escolhi as três que valem a pena seguir e torcer pra que durem pelo menos uma temporada completa – vale lembrar que ano passado (um ano bem fraco, diga-se de passagem) eu escolhi duas e ambas duraram pelo menos a temporada inteira: “The Mindy Project” foi renovada e “Go On”, infelizmente, teve que se contentar com uma temporada só (coitado do Matthew Perry, o cara não tem sorte mesmo).

Minhas três preferidas são estas aqui, em ordem de preferência e com a minha nota ao final:

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1) “Brooklyn Nine-Nine” (FOX)

Confesso que não estava botando muita fé nessa série. Andy “Dick In a Box” Samberg fazendo um policial? E ainda por cima competente? No way! Mas só o teaser do piloto já foi mais engraçado que muita comédia de respeito que tem por aí. Ok, as piadas físicas estilo pastelão (por exemplo, a perseguição no mercadinho com direito a cara enfiada nos potes de sorvete do piloto) são totalmente dispensáveis, mas nada que comprometa a qualidade da série, que tem uma vibe meio “The Office” e “Parks and Recreation” (afinal, é uma comédia sobre um ambiente de trabalho e é escrita pelos criadores da segunda), meio “Os Outros Caras” (aquele filme com o Will Ferrell e o Mark Wahlberg como uma dupla policial). O ótimo elenco ainda tem o venerando Andre Braugher (“Duets”, “Last Resort”) como o chefe-de-polícia sério e gay e coadjuvantes de peso, em alguns casos literalmente, como Terry Crews (“Todo Mundo Odeia o Chris”, “Os Mercenários”). Samberg é o “tira” rebelde mas eficiente que vive competindo com a policial vivida pela atriz Melissa Fumero pra ver quem prende mais criminosos. Mas a chegada de um novo chefe (Braugher, que brinca com a própria persona criada nos vários anos que passou protagonizando o drama “Homicídio: a Vida nas Ruas”) vai (quem sabe?) por um fim nas palhaçadas do rapaz. É pouco provável que os casos investigados na série cheguem à seriedade de um “C.S.I.” (até agora houve roubo de loja de eletrônicos, assassinato de traficante de presunto, um vândalo que desenha pintos nas viaturas de polícia), mas se o resto da temporada mantiver o nível dos dois primeiros episódios (e os comentários são de que a coisa só melhora), tem tudo pra ser a comédia do ano. A-

brooklyn-nine-nine

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2) “The Crazy Ones” (CBS)

Sem dúvida a série de maior pedigree da temporada. Criada pelo David E. Kelley (“Ally McBeal”, “Boston Legal”, “Chicago Hope”), que na minha opinião é o melhor roteirista da TV americana depois do Aaron Sorkin, ainda tem a proeza de trazer de volta à TV o grande Robin Williams, ausente da telinha desde “Mork & Mindy” nos anos 80, e a eterna “Buffy” Sarah Michelle Gellar, que não estava longe da TV há tanto tempo assim (só dois anos, quando ela fez a fracassada “Ringer”) – eles fazem pai e filha que são donos de uma agência de publicidade em Chicago. O grande destaque por enquanto, porém, não é nenhum dos dois, mas sim James Wolk, o Bob Benson de “Mad Men”, que rouba as cenas de todo mundo, inclusive do poderoso Williams em uma musiquinha improvisada. Mesmo não tendo nenhuma grande piada, o que dependendo do caso pode ser fatal pra uma comédia (mas não parece ser o caso aqui, pelo menos por enquanto), o primeiro episódio é bem consistente e apresenta um pouco da dinâmica da agência: Sarah e o personagem do Hamish Linklater (“The Newsroom”) tocam os projetos e tem a maior parte das ideias, Williams é o gênio em crise que tem lampejos da velha forma e Wolk é o bonitão que consegue tudo na base do charme. Quando o principal cliente da agência, o McDonald´s, ameaça pular fora, eles precisam criar uma campanha infalível – e a ideia vem do velho, com uma ajudinha dos cabelos da assistente vivida pela ótima Amanda Setton (“Gossip Girl”) e da cantora Kelly Clarkson (em participação especial). Não é hilário, mas é bem divertido, o que hoje em dia já quer dizer muito. B+

the crazy ones

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3) “The Michael J. Fox Show” (NBC)

Essa é daquelas séries que ganham mais pelo coração do que pelas gargalhadas. É a primeira vez que o eterno Marty McFly encara um papel fixo numa série desde que largou “Spin City” pra se tratar do Mal de Parkinson nos anos 90 (desde então ele só vinha fazendo participações especiais eventuais em séries como “The Good Wife”  e “Boston Legal”). E é justamente a doença um dos motes aqui: ele faz um adorado âncora de TV que decide abandonar a carreira bem-sucedida depois de literalmente “passar do ponto” em frente às câmeras, mas que decide voltar ao trabalho depois de cinco anos apenas cuidando da família. O primeiro episódio mostra justamente esta decisão dele, ainda que com alguma relutância, de retomar a carreira profissional, e o foco é bem mais no lado sentimental do que no engraçado. Já no segundo as piadas começam a aflorar (ainda que nem sempre de forma tão eficiente), com o personagem voltando efetivamente à ativa e conhecendo uma vizinha gostosona (vivida pela Tracy Pollan, mulher do ator na vida real). Fox está bem à vontade (e aparentemente se divertindo muito ao tirar sarro da própria doença) e o elenco é bem bacana: a esposa é feita pela ótima Betsy Brandt, recém-saída de “Breaking Bad”, e os filhos são bem simpáticos, ao contrário da maioria das comédias do gênero. Enfim, tudo parece estar quase no lugar certo pra divertir e comover ao mesmo tempo. De novo (assim como em “The Crazy Ones”), faltam piadas de peso, mas isso é coisa que deve vir com o tempo. B-

The-Michael-J-Fox-Show-NBC

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O RESTO:

As outras comédias que estrearam agora ou não me interessaram o suficiente (“The Goldbergs”) ou já estão tão mal-faladas que devem ser canceladas bem rápido (“Dads”, “We Are Men”) ou ainda não estrearam (“Super Fun Night”, com a Rebel Wilson, que eu quero muito ver, “Sean Saves the World”, pra qual eu vou dar uma chance só por causa da Megan Hilty, e “The Millers”, com o Will Arnett). Gostei de “Trophy Wife”, que apesar da premissa boba e batida (mulher casa com homem bem mais velho e tem que conviver com os filhos e as ex-mulheres do cara) tem um elenco excelente (Malin Akerman, Bradley Whitford, Marcia Gay Harden, Michaela Watkins) e um primeiro episódio bem engraçado – mas os rumores de cancelamento prematuro já estão rolando, então vou esperar pra ver se vale a pena seguir. Comecei a ver “Mom” predisposto a não gostar, já que ando de bode do Chuck Lorre, um dos criadores da série (e de “Big Bang Theory”, “Two and a Half Men” e “Mike & Molly”), e crente que a Anna Faris estaria no “modo retardada” que ela liga na maioria dos papeis que faz (únicas exceções: “Encontros e Desencontros” e a série “Entourage”). O piloto é até que divertido: a atriz está surpreendentemente contida, a filha parece uma mini Rachel McAdams, o molequinho é fofo, a Allison Janney é sempre ótima e ainda tem o Badger de “Breaking Bad” fazendo praticamente o mesmo papel. Mas o segundo episódio já me deu preguiça e eu nem assisti inteiro. Ou seja, acho que não vai rolar, a menos que a série se torne um grande sucesso. Vi também as estreias de “Back in the Game” e “Welcome to the Family”, mas não pretendo segui-las, já que ambas são mais do mesmo, ainda que tenham atores do nível de um James Caan (no caso da primeira) e de uma Mary McCormack (no caso da segunda).

RYAN LEE, BAILEE MADISON, MARCIA GAY HARDEN, BRADLEY WHITFORD, MALIN AKERMAN, NATALIE MORALES, MICHAELA WATKINS, ALBERT TSAI

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ENQUANTO ISSO, NA HBO…

hello ladiesMudando das redes abertas pros canais a cabo, a HBO americana finalmente estreou a excelente “Hello Ladies”, escrita e protagonizada pelo Stephen Merchant, parceiro habitual do Ricky Gervais (“The Office”, “Extras” etc.). Desta vez Merchant trocou o ex-gordo Gervais pelo ainda gordo Nate Torrence (“Agente 86”) e pelo baixinho Kevin Weisman (“Alias”) como três amigos tentando conquistar a mulherada na noite de Los Angeles, com direito a muita vergonha alheia e ótimas piadas. Essa vale a pena seguir.

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EM TEMPO:

A cena que mais me fez rir recentemente ficou a cargo da Dreama Walker literalmente rolando na grama em um dos episódios finais de “Don´t Trust the Bitch in Apartmente 23” que eu ainda não tinha visto (o 2×13). Que pena que essa série foi cancelada pelos energúmenos da ABC.

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Emmy 2013 – os ganhadores

Emmy

A cerimônia foi mais chata do que costuma ser, com algumas escolhas duvidosas, notadamente os tributos aos falecidos do ano (quer dizer que o Cory Monteith merece homenagem individual, mas o Larry Hagman não?) e muitos dos prêmios (“Modern Family” e Jim Parsons DE NOVO? Vamos evoluir, por favor, Academia?). Pelo menos alguns prêmios foram acertados: “Breaking Bad” levando as estatuetas que ainda não tinha (melhor série dramática e melhor atriz coadjuvante pra Anna Gunn), Tony Hale e Julia Louis-Dreyfus ganhando por “Veep” (com direito a um discurso de agradecimento “a caráter”), David Fincher melhor diretor por “House of Cards” (apesar dele não ter ido buscar o prêmio, provavelmente porque está ocupado com as filmagens de “Gone Girl”), o gênio Stephen Colbert levando duas estatuetas com a equipe do “Colbert Report” (e finalmente vencendo na principal, melhor programa de variedades, música ou comédia, que há anos só ia pro “Daily Show with Jon Stewart”) – e acho que fui um dos poucos que gostaram da vitória do Jeff Daniels como melhor ator por “The Newsroom” (mesmo achando uma injustiça absurda o Jon Hamm ainda não ter um Emmy na prateleira de casa).

Outros erros da noite: Claire Danes ganhar de novo por uma personagem que se tornou apenas irritante, Sarah Paulson e Jessica Lange (a.k.a. Lana Banana e Sister Jude) não serem premiadas por “AHS: Asylum”, “30 Rock” não levar nada em sua última temporada… Mas, enfim, nunca dá pra esperar muito, né? A surpresa na verdade é quando acertam.

Segue a lista com os principais ganhadores da noite (clique aqui pra ver a lista completa, incluindo os ganhadores da semana passada no Creative Emmy Awards):

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Melhor Série Cômica

30 Rock – NBC
The Big Bang Theory
 – CBS
Girls 
– HBO
Louie
 – FX
Modern Family
 – ABC (ganhou em 2010, 2011, 2012 e 2013)
Veep 
– HBO

Melhor Atriz em Série Cômica
Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Amy Poehler – Parks and Recreation
Tina Fey – 30 Rock
Julia Louis-Dreyfuss – Veep (ganhou em 2012 e 2013)
Laura Dern – Enlightened

Melhor Ator em Série Cômica(*)
Louis C.K. – Louie
Matt Le Blanc – Episodes
Jason Bateman – Arrested Development
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Don Cheadle – House of Lies
Alec Baldwin – 30 Rock

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
Maylim Bialik – The Big Bang Theory
Julie Bowen – Modern Family (ganhou em 2012)
Sofia Vergara – Modern Family
Jane Krakowski – 30 Rock
Merrit Weaver – Nurse Jackie
Anna Chlumsky – Veep
Jane Lynch – Glee

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica(**)
Ed O’Neil – Modern Family
Jesse Tyler Ferguson – Modern Family
Ty Burrell – Modern Family
Bill Hader – Saturday Night Live
Tony Hale – Veep
Adam Driver – Girls

Melhor Atriz Convidada em Série Cômica
Melissa Leo – Louie
Kristen Wiig – Saturday Night Live
Melissa McCarthy – Saturday Night Live
Elaine Strich – 30 Rock
Elisabeth Banks – Modern Family
Molly Shannon – Enlightened
Dot-Marie Jones – Glee

Melhor Ator Convidado em Série Cômica
Bob Newheart – The Big Bang Theory
Justin Timberlake – Saturday Night Live
Louis C.K. – Saturday Night Live
Bobby Cannavale – Nurse Jackie
Will Forte – 30 Rock
Nathan Lane – Modern Family

Melhor Direção Série Cômica
Lena Dunham, por On All Fours – Girls
Paris Barclay, por Diva – Glee
Louis C.K., por New Year’s Eve – Louie
Gail Mancuso, por Arrested – Modern Family
Beth McCarthy-Miller, por Hogcock!, 30 Rock

Melhor Roteiro em Série Cômica
David Crane e Jeffrey Klarik, por Episode 209 – Episodes
Louis C.K. e Pamela Adlon, por Daddy’s Girlfriend – Louie
Greg Daniels, por Finale – The Office
Jack Burditt e Robert Carlock, por Hogcock! –  30 Rock
Tina Fey e Tracey Wigfield, por Last Lauch – 30 Rock

Melhor Série Dramática
Breaking Bad – AMC
Downton Abbey – PBS
Game of Thrones – HBO
Homeland –
 Showtime (ganhou em 2012)
House of Cards – Netflix
Mad Men – AMC

Melhor Atriz em Série Dramática
Vera Farmiga – Bates Motel
Michelle Dockery – Downton Abbey
Claire Danes – Homeland (ganhou em 2012 e 2013)
Robin Wright – House of Cards
Elisabeth Moss – Mad Men
Connie Britton – Nashville
Kerry Washington – Scandal

Melhor Ator em Série Dramática
Bryan Cranston – Breaking Bad
Hugh Bonneville – Dowton Abbey
Damian Lewis – Homeland (ganhou em 2012)
Jon Hamm – Mad Men
Jeff Daniels – The Newsroom
Kevin Spacey – House of Cards

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
Anna Gunn – Breaking Bad
Maggie Smith – Downton Abbey (ganhou em 2012)
Emilia Clarke – Game of Thrones
Morena Baccarin – Homeland
Christina Hendricks – Mad Men 
Christine Baranski – The Good Wife 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
Bobby Cannavale – Boardwalk Empire
Jonathan Banks – Breaking Bad
Aaron Paul – Breaking Bad (ganhou em 2012)
Jim Carter – Downton Abbey
Peter Dinklage – Game of Thrones
Mandy Patinkin – Homeland

Melhor Atriz Convidada em Série Dramática
Diana Rigg – Game of Thrones
Linda Cardellini – Mad Men
Joan Cusack – Shameless
Margo Martindale – The Americans
Carrie Preston – The Good Wife
Jane Fonda – The Newsroom

Melhor Ator Convidado em Série Dramática
Rupert Friend – Homeland
Robert Morse – Mad Men
Harry Hamlin – Mad Men
Dan Bucatinsky – Scandal
Nathan Lane – The Good Wife
Michael J. Fox – The Good Wife

Melhor Direção em Série Dramática
Michelle MacLaren, por Gliding Over All – Breaking Bad
Tim Van Patten, por Margaret Sands – Boardwalk Empire
Jeremy Webb, por Episode 4 – Downton Abbey
David Fincher, por Chapter 1 – House of Cards
Leslie Linka Glatter, por Q&A – Homeland

Melhor Roteiro em Série Dramática
George Mastras, por Dead Freight – Breaking Bad
Thomas Schnauz, por Say My Name – Breaking Bad
Julian Fellowes, por Episode 4 – Downton Abbey
David Benioff e D.B. Weiss, por The Reigns of Castamere – Game of Thrones
Harry Bromell, por Q&A – Homeland

Melhor Minissérie ou Filme Para TV
American Horror Story: Asylum
Behind the Candelabra
Political Animals
Phil Spector
The Bible
Top of the Lake

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Para TV
Jessica Lange – American Horror Story: Asylum (ganhou em 2012 como coadjuvante)
Helen Mirren – Phil Spector 
Elisabeth Moss – Top of the Lake
Laura Linney – The Big C Hereafter
Sigourney Weaver – Political Animals

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Para TV
Michael Douglas – Behind the Candelabra
Al Pacino – Phil Spector
Matt Damon – Behind the Candelabra
Benedict Cumberbatch – Parade’s End
Toby Jones – The Girl

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV
Sarah Paulson – American Horror Story: Asylum
Alfre Woodard – Steel Magnolias
Imelda Staunton – The Girl
Ellen Burstyn – Political Animals
Charlotte Rampling – Breathless

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV
James Cromwell – American Horror Story: Asylum
Peter Mullan – Top of the Lake 
Zachary Quinto – American Horor Story: Asylum
Scott Bakula – Behind the Candelabra
John Benjamin Hicky – The Big C: Hereafter

Melhor Programa de Variedades, Comédia ou Musical
The Colbert Report
Real Time With Bill Maher
Saturday Night Live
Jimmy Kimmel Live
Late Night With Jimmy Fallon
The Daily Show With Jon Stewart (ganhou em 2012)

Melhor Reality Show de Competição
So You Think You Can Dance
The Amazing Race (ganhou em 2012)
Project Runway
The Voice
Dancing With the Stars
Top Chef

Melhor Apresentador de Reality Show
Betty White – Betty White’s Off Their Rockers
Cat Deeley – So You Think You Can Dance
Tom Bergeron – Dancing With the Stars (ganhou em 2012)
Ryan Seacrest – American Idol
Heidi Klum e Tim Gunn – Project Runway
Anthony Bourdain – The Taste

(*) ganhador em 2012: Jon Cryer, Two and a Half Men

(**) ganhador em 2012: Eric Stonestreet, Modern Family

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Emmy 2013 – os indicados

Emmy

Já está rolando a entrada dos astros e estrelas no tapete vermelho, ao vivo no canal E! (que infelizmente não tem tecla SAP, pelo menos na minha TV, e está bem duro de engolir com a péssima tradução simultânea). A partir das 20h o Warner Channel passa a exibir o red carpet e às 21h começa a cerimônia em si, que será apresentada pelo Neil Patrick Harris (essa sim com – drum rolls – áudio original). *** corrigindo, parece que a transmissão da Warner só começa às 21h mesmo, já que são 20h34 e continua a maratona Big Bang Theory no canal ***

Seguem os indicados (e alguns dos ganhadores, em vermelho, que já foram anunciados no fim-de-semana passado no Creative Emmy Awards):

Melhor Série Cômica

30 Rock – NBC
The Big Bang Theory
 – CBS
Girls 
– HBO
Louie
 – FX
Modern Family
 – ABC (ganhou em 2012)
Veep 
– HBO

Melhor Atriz em Série Cômica
Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Amy Poehler – Parks and Recreation
Tina Fey – 30 Rock
Julia Louis-Dreyfuss – Veep (ganhou em 2012)
Laura Dern – Enlightened

Melhor Ator em Série Cômica(*)
Louis C.K. – Louie
Matt Le Blanc – Episodes
Jason Bateman – Arrested Development
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Don Cheadle – House of Lies
Alec Baldwin – 30 Rock

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
Maylim Bialik – The Big Bang Theory
Julie Bowen – Modern Family (ganhou em 2012)
Sofia Vergara – Modern Family
Jane Krakowski – 30 Rock
Merrit Wever – Nurse Jackie
Anna Chlumsky – Veep
Jane Lynch – Glee

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica(**)
Ed O’Neil – Modern Family
Jesse Tyler Ferguson – Modern Family
Ty Burrell – Modern Family
Bill Hader – Saturday Night Live
Tony Hale – Veep
Adam Driver – Girls

Melhor Atriz Convidada em Série Cômica
Melissa Leo – Louie
Kristen Wiig – Saturday Night Live
Melissa McCarthy – Saturday Night Live
Elaine Strich – 30 Rock
Elisabeth Banks – Modern Family
Molly Shannon – Enlightened
Dot-Marie Jones – Glee

Melhor Ator Convidado em Série Cômica
Bob Newheart – The Big Bang Theory
Justin Timberlake – Saturday Night Live
Louis C.K. – Saturday Night Live
Bobby Cannavale – Nurse Jackie
Will Forte – 30 Rock
Nathan Lane – Modern Family

Melhor Direção Série Cômica
Lena Dunham, por On All Fours – Girls
Paris Barclay, por Diva – Glee
Louis C.K., por New Year’s Eve – Louie
Gail Mancuso, por Arrested – Modern Family
Beth McCarthy-Miller, por Hogcock!, 30 Rock

Melhor Roteiro em Série Cômica
David Crane e Jeffrey Klarik, por Episode 209 – Episodes
Louis C.K. e Pamela Adlon, por Daddy’s Girlfriend – Louie
Greg Daniels, por Finale – The Office
Jack Burditt e Robert Carlock, por Hogcock! –  30 Rock
Tina Fey e Tracey Wigfield, por Last Lauch – 30 Rock

Melhor Série Dramática
Breaking Bad – AMC
Downton Abbey – PBS
Game of Thrones – HBO
Homeland –
 Showtime (ganhou em 2012)
House of Cards – Netflix
Mad Men – AMC

Melhor Atriz em Série Dramática
Vera Farmiga – Bates Motel
Michelle Dockery – Downton Abbey
Claire Danes – Homeland (ganhou em 2012)
Robin Wright – House of Cards
Elisabeth Moss – Mad Men
Connie Britton – Nashville
Kerry Washington – Scandal

Melhor Ator em Série Dramática
Bryan Cranston – Breaking Bad
Hugh Bonneville – Dowton Abbey
Damian Lewis – Homeland (ganhou em 2012)
Jon Hamm – Mad Men
Jeff Daniels – The Newsroom
Kevin Spacey – House of Cards

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
Anna Gunn – Breaking Bad
Maggie Smith – Downton Abbey (ganhou em 2012)
Emilia Clarke – Game of Thrones
Morena Baccarin – Homeland
Christina Hendricks – Mad Men 
Christine Baranski – The Good Wife 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
Bobby Cannavale – Boardwalk Empire
Jonathan Banks – Breaking Bad
Aaron Paul – Breaking Bad (ganhou em 2012)
Jim Carter – Downton Abbey
Peter Dinklage – Game of Thrones
Mandy Patinkin – Homeland

Melhor Atriz Convidada em Série Dramática
Diana Rigg – Game of Thrones
Linda Cardellini – Mad Men
Joan Cusack – Shameless
Margo Martindale – The Americans
Carrie Preston – The Good Wife
Jane Fonda – The Newsroom

Melhor Ator Convidado em Série Dramática
Rupert Friend – Homeland
Robert Morse – Mad Men
Harry Hamlin – Mad Men
Dan Bucatinsky – Scandal
Nathan Lane – The Good Wife
Michael J. Fox – The Good Wife

Melhor Direção em Série Dramática
Michelle MacLaren, por Gliding Over All – Breaking Bad
Tim Van Patten, por Margaret Sands – Boardwalk Empire
Jeremy Webb, por Episode 4 – Downton Abbey
David Fincher, por Chapter 1 – House of Cards
Leslie Linka Glatter, por Q&A – Homeland

Melhor Roteiro em Série Dramática
George Mastras, por Dead Freight – Breaking Bad
Thomas Schnauz, por Say My Name – Breaking Bad
Julian Fellowes, por Episode 4 – Downton Abbey
David Benioff e D.B. Weiss, por The Reigns of Castamere – Game of Thrones
Harry Bromell, por Q&A – Homeland

Melhor Minissérie ou Filme Para TV
American Horror Story: Asylum
Behind the Candelabra
Political Animals
Phil Spector
The Bible
Top of the Lake

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Para TV
Jessica Lange – American Horror Story: Asylum (ganhou em 2012 como coadjuvante)
Helen Mirren – Phil Spector 
Elisabeth Moss – Top of the Lake
Laura Linney – The Big C Hereafter
Sigourney Weaver – Political Animals

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Para TV
Michael Douglas – Behind the Candelabra
Al Pacino – Phil Spector
Matt Damon – Behind the Candelabra
Benedict Cumberbatch – Parade’s End
Toby Jones – The Girl

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV
Sarah Paulson – American Horror Story: Asylum
Alfre Woodard – Steel Magnolias
Imelda Staunton – The Girl
Ellen Burstyn – Political Animals
Charlotte Rampling – Breathless

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV
James Cromwell – American Horror Story: Asylum
Peter Mullan – Top of the Lake 
Zachary Quinto – American Horor Story: Asylum
Scott Bakula – Behind the Candelabra
John Benjamin Hicky – The Big C: Hereafter

Melhor Programa de Variedades, Comédia ou Musical
The Colbert Report
Real Time With Bill Maher
Saturday Night Live
Jimmy Kimmel Live
Late Night With Jimmy Fallon
The Daily Show With Jon Stewart (ganhou em 2012)

Melhor Reality Show de Competição
So You Think You Can Dance
The Amazing Race (ganhou em 2012)
Project Runway
The Voice
Dancing With the Stars
Top Chef

Melhor Apresentador de Reality Show
Betty White – Betty White’s Off Their Rockers
Cat Deeley – So You Think You Can Dance
Tom Bergeron – Dancing With the Stars (ganhou em 2012)
Ryan Seacrest – American Idol
Heidi Klum e Tim Gunn – Project Runway
Anthony Bourdain – The Taste

(*) ganhador em 2012: Jon Cryer, Two and a Half Men

(**) ganhador em 2012: Eric Stonestreet, Modern Family

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Emmy 2013 – um Top 5 dos acertos e dos erros

Emmy

Não tem jeito, todo ano é a mesma coisa: saem os indicados ao Emmy e o que mais se ouve são xingamentos. Mas não deve ser fácil ser membro da Academia – e está cada vez mais difícil, considerando que a cada ano aumenta o número de séries (ruins e boas) e há cada vez mais “players” no mercado (Hello, Netflix! Hello, Amazon!). Por isso, talvez uma solução interessante seja aquela feita pelo Tim Goodman, crítico de TV da Hollywood Reporter: aumentar o número de indicados em algumas categorias. Se até o Oscar já indica dez filmes na categoria principal, por que não fazer o mesmo no Emmy? Não necessariamente para melhor drama e melhor comédia, mas principalmente os roteiristas e diretores agradeceriam (e mereceriam) ter uma maior chance de reconhecimento – afinal, se, por exemplo, existirem 50 séries dramáticas em uma temporada, cada uma tendo de 10 a 22 episódios, é só fazer a conta: são cerca de mil roteiros e direções concorrendo a apenas cinco vagas. Vale lembrar que o próprio Emmy já vem esticando um pouco o número de indicados, chegando a sete em algumas categorias (curiosamente, todas para atrizes – será que tem mais atriz boa que ator?).

Dito isso, eu mesmo fiquei revoltado quando acordei nesta quinta e não li o nome da Tatiana Maslany (“Orphan Black”) entre as SETE indicadas a melhor atriz em série dramática. Isso só prova que o preconceito dos votantes com séries de ficção-científica segue a pleno vapor (lembrem-se de que séries fenomenais e icônicas como “Battlestar Galactica”, “Buffy, a Caça-Vampiros” e a mais recente “Fringe” foram quase que completamente ignoradas pelo Emmy). A lista também mostra que é muito mais fácil ganhar uma indicação se você já tem uma carreira estabelecida no cinema (ou na própria TV) do que quando se é um novato, e por isso nomes como Kevin Spacey, Vera Farmiga, Robin Wright, Matt LeBlanc e até, pasmem, o canastríssimo Harry Hamlin, foram lembrados (alguns merecidamente, vale dizer) enquanto outros como Corey Stoll, Kevin Rahm e a própria Maslany não. Por outro lado, também não dá pra dizer que os caras só erraram – tem muita indicação que surpreendeu positivamente, como o grande amor despejado em “House of Cards”, por exemplo, ou as várias indicações para a melhor comédia da temporada, “Veep”.

Como tem muito erro e acerto, vou listar aqui apenas as cinco omissões que, na minha opinião, foram as mais grotescas e imperdoáveis. Nem vou entrar no mérito de séries como “Banshee” e “The Newsroom” que, embora eu adore e estejam entre as minhas preferidas da atualidade, já sabia que não seriam lembradas por serem polêmicas ou “polarizadoras” demais (nem de “Smash”, que só quem gosta de musical da Broadway gostou). Também não vou falar de séries que eu ainda não consegui ver, como a elogiadíssima “Rectify” ou as eternamente ignoradas “Sons of Anarchy” e “Parenthood”. E nem vou falar pela enésima vez da injustiça que é nunca indicarem “Community” (principalmente nessa que foi a temporada menos excelente da série) e “Shameless” (especialmente a Emmy Rossum). Para ser justo, vou comentar também as cinco melhores surpresas positivas  da lista.

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TOP 5 Omissões Mais Imperdoáveis

tatiana-maslany-orphan-black1. Tatiana Maslany, “Orphan Black”

Depois que ela ganhou o Critics´ Choice Awards no mês passado, todo mundo “da área” tinha certeza da indicação pra moça, e a grande dúvida era se ela conseguiria desbancar a queridinha Claire Danes e levar o prêmio. No entanto, nem indicação rolou pra esta atriz canadense que dá um show fazendo nada menos que SETE (e contando) personagens diferentes nessa série mista de sci-fi e policial do canal BBC America.

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corey stoll2. Corey Stoll, “House of Cards”

Outro que era considerado uma barbada, ainda mais com tantas indicações que a série do Netflix recebeu (na verdade o mais esperado era que a indicação dele fosse talvez a única da série). Uma pena não reconhecerem uma interpretação tão impressionante como a que Stoll (o Ernest Hemingway de “Meia-Noite em Paris”) apresentou como Peter Russo, um atormentado deputado e pai de família lutando contra vários demônios e buscando uma redenção, com fim trágico.

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the americans3. “The Americans” (a série) e seus protagonistas, Matthew Rhys e Keri Russell

Em uma temporada que guardou o melhor pra uma fortíssima segunda metade (“Hannibal”, “Bates Motel”, “Banshee”, “House of Cards”, além de temporadas brilhantes de “Mad Men” e “Game of Thrones”), talvez a melhor estreia tenha sido esta série de espionagem e suspense que conseguiu ser mais surpreendente e verossímil que a 2ª temporada de “Homeland”, mesmo se passando nos anos 80 e mostrando agentes da KGB infiltrados nos EUA, vivendo como locais e abusando de disfarces e perucas. Mérito do roteiro, é claro, mas principalmente do inusitado e afinadíssimo casal protagonista.

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andrew lincoln4. Andrew Lincoln, “The Walking Dead”

Tudo bem que poucos esperavam que a série, outro exemplo de um gênero normalmente esnobado pela Academia, fosse indicada (embora merecesse), mas o Emmy deve uma indicação pra esse ator inglês faz tempo, e este ano mais do que nunca. Só a cena dele recebendo a notícia da morte da mulher já valeria um lugar entre os finalistas. Mas não foi só isso – Rick ainda enfrentou diversos demônios na terceira temporada, bem mais difíceis que os zumbis: o fantasma da mulher, o peso da liderança, o cruel Governador (falando nisso, outro que merecia uma indicação como coadjuvante era o David Morrissey, o caolho mais sinistro da TV).

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new-girl5. “New Girl” (a série) e seus atores Zooey Deschanel, Jake Johnson e Max Greenfield

Se a série teve cinco indicações no ano passado com uma primeira temporada irregular que começou bem mas foi se perdendo, como explicar ela não ter NENHUMA indicação este ano, quando finalmente acertou o tom e o ritmo e se tornou a melhor comédia exibida atualmente em um canal aberto (tirando, claro, a finada e saudosa “30 Rock”, a criminosamente cancelada e desprezada “Happy Endings”, e “Community”, que teve uma temporada ligeiramente inferior às anteriores)? E como indicar a gracinha da Zooey Deschanel numa temporada em que ela abusou tanto da “adorkability” que chegou a irritar e não indicá-la no ano em que ela finalmente atingiu o equilíbrio certo pra personagem? Max Greenfield continuou fazendo esse ano as mesmas coisas que garantiram a ele uma indicação em 2012 – por que os atores de “Modern Family” podem ser indicados ano após ano e ele não? Difícil entender. Mas talvez a maior sacanagem aqui tenha sido não reconhecer o grande responsável pela melhora considerável da série: o Nick de Jake Johnson, que se tornou o protagonista masculino da série ao assumir o amor pela “garota nova”.

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bunheads1Menção honrosa: “Bunheads”

As chances eram mínimas, eu sei, mas eu realmente tinha esperança de que sobrasse alguma indicação pra melhor combinação de comédia, drama, romance, dança, adolescentes, diálogos rápidos e cheios de referências, astros da Broadway e coadjuvantes de “Gilmore Girls” já exibida na TV (pelo menos pra Sutton Foster), e que isso estimulasse o canal ABC Family a finalmente confirmar a segunda temporada da série. Não rolou. Mas tudo bem – desde que a série seja renovada mesmo assim. Come on, ABC Family!

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TOP 5 Surpresas Mais Agradáveis

VEEP_201_LT_12_4_0298.JPG1. “Veep” (a série) e os coadjuvantes Tony Hale e Anna Chlumsky

A melhor comédia do ano, disparado e sem discussão, e vê-la entre as indicadas foi um alívio. E se a indicação pra protagonista Julia Louis-Dreyfus era barbada (ela ganhou ano passado e acaba de bater o recorde de indicações ao Emmy pra uma mesma atriz, 13, que antes pertencia a ninguém menos que Lucille Ball), o mesmo não se pode dizer dos coadjuvantes. Tony Hale podia ter sido indicado também por “Arrested Development”, mas ele se destaca mais aqui, como o assistente mais íntimo da vice-presidente Selina Kyle. E a Anna Chlumsky brilha como a assessora desiludida e normalmente eficiente, e mal deixa a gente lembrar que ela era a garotinha que comovia no filme “Meu Primeiro Amor”.

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house-of-cards2. “House of Cards”

A primeira experiência do Netflix como produtor de conteúdo (sem contar aquela série mais modesta com o Steve Van Zandt que passou meio em branco no ano passado) se mostrou um grande sucesso de público e de crítica, e foi coroada com as várias indicações pra essa brilhante série política com roteiro incrível e atuações melhores ainda. Sem dúvida um grande estímulo pros caras continuarem caprichando.

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emilia clarke - breakfast at tiffanys13. Emilia Clarke, “Game of Thrones”

Ah, Khaleesi, minha rainha… Talvez a única personagem (além de Tyrion Lannister) capaz de agradar e unir gregos e troianos no mundo de Westeros, teve cenas incríveis mesmo em uma temporada bastante dividida em inúmeros focos de ação (e “inação”) concomitantes. EM TEMPO: falando em “GoT”, faltou uma indicação pra Michelle Fairley, ainda que eu não gostasse da Catelyn Stark até a cena derradeira dela, uma das melhores e mais impressionantes exibidas na TV em todos os tempos. E ainda que uma indicação pro sempre fantástico Peter Dinklage seja sempre bem-vinda e merecida, a terceira temporada foi toda do Nicolaj Coster Waldau, que transformou o odioso Jamie Lannister em um personagem humano e (por que não?) justo, e pelo qual foi possível torcer. Faltou uma indicação pra ele.

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Mandy-Patinkin-Homeland4. Adam Driver, “Girls” / Mandy Patinkin e Morena Baccarin, “Homeland” / Jeff Daniels, “The Newsroom”

Não que estas indicações tenham sido exatamente surpresas, mas foi um grande alívio ver que algumas das melhores atuações do ano não passaram batido, especialmente Mandy Patinkin, que carregou “Homeland” nas costas enquanto os protagonistas foram viver uma história de amor e fazer coisas absurdas, e Adam Driver, que faz em “Girls” um personagem tão complexo e cheio de nuances (mas que ao mesmo tempo poderia cair facilmente num “douchebag” típico) e estranhamente se tornou o melhor personagem de uma série teoricamente sobre garotas (ambos, aliás, devem ganhar suas respectivas categorias).

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???????????????5. “Top of the Lake” (a minissérie) e sua protagonista, Elisabeth Moss

Bem legal ver entre as indicadas essa bela e estranha minissérie do Sundance Channel (que também fez esse ano a já citada “Rectify”), uma mistura de “The Killing” com “Twin Peaks”, e principalmente ver Elisabeth Moss indicada duplamente por dois papeis bastante diferentes.

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30 rockMenção honrosa: “30 Rock” (série) e seus atores Alec Baldwin, Tina Fey e Jane Krakowski

Não exatamente uma surpresa, mas ainda bem que a última temporada de uma das melhores comédias de todos os tempos não passou em branco (especialmente a lembrança à Jane Krakowski, que não vinha sendo indicada nos últimos anos).

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Pra ver a lista com os indicados nas categorias principais, clique aqui.

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